segunda-feira, 14 de junho de 2010

Um brinde

  O suor dos meus olhos refletem todos os cigarros tragados, as garrafas escondida de baixo do travesseiro. O sangue que mela o casaco são marcas de quem já viveu um dia e agora esta vendo tudo acabar de vez. A chuva leva embora toda esse sentimento de merda que restou dentro de um coração remendado. As pessoas são como vermes, que sem piedade e famintos sugarão até a ultima gota de suas forças. E ao olhar para um horizonte, o sol que invade sua alma, não valerá mais nada. Suas armas estão sem munição. Quando você menos esperar o golpe final será dado. O chão se abri cada vez mais diante de você.  Correr não adiantaria agora. Do outro lado não terá alguém a sua espera. A vida nós mostra o tão cruel que ela é. Sem desvios, sem mentiras. A realidade é tão transparentes, que você não vai ter tempo de criar esse seu mundo fútil em seus mais profundos sonhos. Em minhas noites, com o cigarro em mão. Observo como os seres humanos são estúpidos. Como eu tenho repulsa por ser um. Querendo ou não : todos são inexplicavelmente  idiotas. Logo, eu sou uma idiota. E de minhas noites sobrias, tentei lembrar de quando fui feliz sem ter que ver o meu sangue escorrer no chão do quarto.  Tento lembrar do tempo que ainda tinha piedade de mim. Os espinhos me perfuram cada vez mais.O silêncio me consome trazendo a solidão como minha melhor companheira. Rindo comigo, rindo pelos pobres coitados ao redor, vivendo uma pseudo felicidade, uma felicidade de valores podres e princípios sem valor nenhum. Só para ter o gosto de mentir para si mesmo. Vou brindar a tantos tolos existentes nesta merda. Vou brindar enquanto é tempo.  Os meus olhos ardem, o sangue ainda continua a escorrer, a garrafa esta cheia, e o cigarro acesso. Tenho que brindar logo.  Antes que  meus olhos se fechem de vez.

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